A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (FAET) participou do Workshop Rastreia Tocantins. O encontro reuniu representantes do setor público, entidades de classe, indústria frigorífica e produtores rurais para debater e alinhar a implementação do programa estadual de rastreabilidade bovina, em conformidade com o Plano Nacional de Rastreabilidade Bovina do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

O evento foi promovido por meio da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Superintendência Federal da Agricultura (SFA/MAPA), Sindicarne, Fundeagro, FAET, Sebrae e Senar.
Representando a FAET, o diretor técnico Luiz Cláudio Faria destacou que a rastreabilidade é um passo importante para ampliar a competitividade da pecuária tocantinense e fortalecer o acesso da carne produzida no estado aos mercados mais exigentes do mundo.
“A iniciativa busca qualificar ainda mais o produto tocantinense para atender às exigências sanitárias e de origem de mercados internacionais de alto valor agregado, como a União Europeia e os países que demandam certificação Halal. Além disso, permitirá ampliar as oportunidades comerciais e contribuir para o melhor aproveitamento da capacidade instalada da indústria frigorífica do estado”, ressaltou.
Durante o workshop foi apresentada a estratificação do rebanho bovino tocantinense, estimado entre 11 e 12 milhões de cabeças. Os dados demonstram que aproximadamente 80 mil propriedades rurais possuem até 200 animais, caracterizando um perfil predominantemente formado por micro e pequenos produtores. Diante desse cenário, um dos principais desafios apontados foi a necessidade de garantir suporte técnico, infraestrutura e condições adequadas para que esse público possa aderir ao programa.
A programação também promoveu a troca de experiências com outros estados e países que já adotam sistemas de rastreabilidade. Foram debatidos os resultados obtidos em Santa Catarina, os desafios enfrentados pelo modelo implantado no Pará e as estratégias adotadas pelo Paraguai, que iniciou o processo focando nos novos nascimentos e utilizando sistemas simplificados de identificação animal.
Outro destaque do encontro foi a realização de grupos de trabalho voltados à discussão das condições reais encontradas nas propriedades rurais, especialmente nas pequenas unidades produtivas. Entre os temas debatidos estiveram a disponibilidade de currais adequados, logística de acesso às propriedades, custos dos insumos e alternativas para facilitar a implementação da rastreabilidade.

As discussões resultaram em importantes contribuições para a construção da regulamentação do programa, incluindo propostas como a rastreabilidade realizada no destino. Como encaminhamento principal do workshop, ficou consolidada a data de 1º de janeiro de 2027 como marco inicial para a obrigatoriedade da rastreabilidade de fêmeas bovinas no Tocantins, representando um importante avanço para a modernização da pecuária estadual e para o fortalecimento da segurança sanitária e da competitividade do setor.







