{"id":3479,"date":"2025-07-31T10:45:36","date_gmt":"2025-07-31T13:45:36","guid":{"rendered":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/?p=3479"},"modified":"2025-07-31T17:41:39","modified_gmt":"2025-07-31T20:41:39","slug":"impacto-da-taxacao-de-50-nas-exportacoes-do-tocantins-para-os-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/impacto-da-taxacao-de-50-nas-exportacoes-do-tocantins-para-os-eua\/","title":{"rendered":"Impacto da taxa\u00e7\u00e3o de 50% nas exporta\u00e7\u00f5es do Tocantins para os EUA"},"content":{"rendered":"<table width=\"642\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"148\"><strong>Autor<\/strong><\/td>\n<td width=\"494\">La\u00eds Giuliani Felipetto \u2013 Analista T\u00e9cnica<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\"><strong>Coordena\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td width=\"494\">Luiz Claudio Faria Cruz &#8211; Departamento T\u00e9cnico da FAET<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\"><strong>Assunto<\/strong><\/td>\n<td width=\"494\">Impacto da taxa\u00e7\u00e3o de 50% nas exporta\u00e7\u00f5es do Tocantins para os Estados Unidos da Am\u00e9rica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\"><strong>Resumo<\/strong><\/td>\n<td width=\"494\">A aplica\u00e7\u00e3o da tarifa de 50% sobre as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras imposta pelos Estados Unidos da Am\u00e9rica, com vig\u00eancia prevista para 6\u00ba de agosto de 2025, poder\u00e1 gerar impactos relevantes na economia nacional, como queda na receita das exporta\u00e7\u00f5es, press\u00e3o sobre o mercado interno e redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os pagos aos produtores rurais. Produtos como carne bovina, caf\u00e9, frutas frescas, ovos e til\u00e1pia seriam os mais afetados.<\/p>\n<p>Os EUA s\u00e3o o segundo maior comprador de carne bovina brasileira (12%), atr\u00e1s apenas da China (49%). Em 2024, os EUA importaram mais de US$ 2,8 bilh\u00f5es em produtos de origem animal do Brasil, 50,3% desse valor corresponde \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de carnes, sendo que a carne bovina representa 95,7% do montante.<\/p>\n<p>O estado do Tocantins \u00e9 o 9\u00ba maior exportador de carne bovina para os EUA e o segundo da regi\u00e3o Norte, com apenas um frigor\u00edfico habilitado para essa opera\u00e7\u00e3o. Em 2024, o Tocantins exportou US$ 73,8 milh\u00f5es em produtos de origem animal para os EUA, representando 3,8% da carne bovina brasileira destinada ao pa\u00eds norte-americano.<\/p>\n<p>A imposi\u00e7\u00e3o de tarifas reduz a competitividade da carne tocantinense nos EUA, afetando diretamente o escoamento da produ\u00e7\u00e3o e a renda dos produtores locais. Diante disso, \u00e9 essencial que o governo federal busque reverter a medida e, paralelamente, que a ind\u00fastria articule novos mercados para mitigar poss\u00edveis preju\u00edzos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\"><strong>Palavras-chave<\/strong><\/td>\n<td width=\"494\">Mercado, carne bovina, produ\u00e7\u00e3o animal, ind\u00fastria.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O presidente dos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA), Donald Trump, assinou no dia 30 de julho um decreto executivo que oficializa a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. A medida entra em vigor sete dias ap\u00f3s a assinatura do decreto, ou seja, em 06 de agosto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre os principais produtos brasileiros sujeitos \u00e0 taxa\u00e7\u00e3o est\u00e3o o caf\u00e9, o cacau, a carne e as frutas. No entanto, alguns dos itens mais relevantes de exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds foram exclu\u00eddos da taxa\u00e7\u00e3o, como: artigos aeron\u00e1uticos, suco de laranja, madeira, v\u00e1rios insumos de madeira, celulose, min\u00e9rios e petr\u00f3leo (The White House, 2025). Assim, embora a taxa\u00e7\u00e3o tenha impacto menor do que o inicialmente estimado, devido \u00e0s isen\u00e7\u00f5es, ela ainda pode afetar de forma significativa as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A imposi\u00e7\u00e3o da tarifa de 50% sobre os produtos de origem animal podem comprometer receitas, gerar desequil\u00edbrios de mercado e pressionar os pre\u00e7os pagos aos produtores rurais (CEPEA, 2025). Os EUA s\u00e3o o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, com 12% das exporta\u00e7\u00f5es, sendo superado apenas pela China (49%), e os estados que mais exportam carne bovina para os EUA s\u00e3o S\u00e3o Paulo, Goi\u00e1s e Mato Grosso do Sul (MAPA, 2025).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com a redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es, o excesso de carne bovina no mercado interno pode afetar negativamente o consumo de aves e su\u00ednos, impactando toda a cadeia da prote\u00edna animal (ABPA, 2025). Al\u00e9m disso, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carne su\u00edna, os EUA compram 2% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras (cerca de US$ 180 milh\u00f5es\/ano). Enquanto na cadeia de pescados, o Brasil exporta aproximadamente 1.300 toneladas de til\u00e1pia por m\u00eas para os EUA, movimentando cerca de US$ 3 milh\u00f5es mensais (CEPEA, 2025).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O setor de ovos possui como seu principal destino os EUA, correspondendo a mais de 60% das exporta\u00e7\u00f5es do produto, dessa forma a taxa\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente complexa para o setor. No entanto, vale ressaltar que os EUA recentemente enfrentaram a gripe avi\u00e1ria, com consequ\u00eancias econ\u00f4micas significativas para a popula\u00e7\u00e3o. Devido a essa situa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 a possibilidade do pa\u00eds recuar na implementa\u00e7\u00e3o das medidas tarif\u00e1rias, a fim de minimizar efeitos adversos adicionais na sua economia (CEPEA, 2025).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dados da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (SECEX) demonstraram que em junho de 2025 o volume adquirido pelos norte-americanos foi o menor desde dezembro de 2024. Al\u00e9m disso, que de abril para junho, os EUA diminu\u00edram o volume importado em 29.603 toneladas, enquanto a China aumentou suas compras em 27.782 toneladas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em junho, especificamente, v\u00e1rios outros parceiros comerciais tamb\u00e9m aumentaram suas compras em rela\u00e7\u00e3o a maio. Como resultado, as exporta\u00e7\u00f5es totais de carne bovina brasileira registraram o segundo melhor desempenho do ano, com aproximadamente 270 mil toneladas (MAPA, 2025). Uma parcela significativa da compensa\u00e7\u00e3o nesse per\u00edodo ocorreu pelo aumento dos embarques \u00e0 China, que desde fevereiro vem ampliando mensalmente suas aquisi\u00e7\u00f5es (ABPA, 2025).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, esse fluxo sinaliza que frigor\u00edficos brasileiros t\u00eam possibilidade de ampliar suas vendas em outros mercados. Com rela\u00e7\u00e3o ao estado do Tocantins, ser\u00e3o analisados os principais dados de exporta\u00e7\u00e3o para os EUA, a fim de entender os reais impactos que podem ocorrer devido \u00e0 taxa\u00e7\u00e3o de 50% nos produtos exportados para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dados de exporta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os EUA \u00e9 um importante parceiro comercial do Brasil, em 2024 foram exportados 7,3% dos produtos do agroneg\u00f3cio brasileiro para o pa\u00eds, sendo que os produtos de origem animal correspondem \u00e0 23,2%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table width=\"680\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"378\"><strong>Exporta\u00e7\u00e3o do Brasil em 2024<\/strong><\/td>\n<td width=\"151\"><strong>Valor em d\u00f3lares<\/strong><\/td>\n<td width=\"151\"><strong>Porcentagem (%)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"378\">Produtos do agroneg\u00f3cio<\/td>\n<td width=\"151\">164.304.371.138<\/td>\n<td width=\"151\">100%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"378\">Produtos do agroneg\u00f3cio exportados para os EUA<\/td>\n<td width=\"151\">12.082.324.001<\/td>\n<td width=\"151\">7,3%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando separado por categorias de produtos exportados, as carnes (bovina, su\u00edna, frango, miudezas e prepara\u00e7\u00f5es, peru, ovino e caprino) correspondem a mais de 50,3% das exporta\u00e7\u00f5es, seguido dos demais produtos dispostos na tabela abaixo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table width=\"652\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"359\"><strong>Produtos de origem animal exportados para os EUA em 2024<\/strong><\/td>\n<td width=\"142\"><strong>Valor em d\u00f3lares<\/strong><\/td>\n<td width=\"151\"><strong>Porcentagem (%)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\"><strong>Total<\/strong><\/td>\n<td width=\"142\"><strong>2.802.475.113<\/strong><\/td>\n<td width=\"151\"><strong>100%<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Carnes<\/td>\n<td width=\"142\">1.411.117.011<\/td>\n<td width=\"151\">50,3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Demais produtos de origem animal<\/td>\n<td width=\"142\">725.340.684<\/td>\n<td width=\"151\">25,9%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Couros, produtos de couro e peleteria<\/td>\n<td width=\"142\">328.205.252<\/td>\n<td width=\"151\">11,7%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Pescados<\/td>\n<td width=\"142\">224.289.110<\/td>\n<td width=\"151\">8,0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Produtos ap\u00edcolas<\/td>\n<td width=\"142\">78.924.429<\/td>\n<td width=\"151\">2,8%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">L\u00e1cteos<\/td>\n<td width=\"142\">15.515.244<\/td>\n<td width=\"151\">0,6%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Ra\u00e7\u00e3o para animais<\/td>\n<td width=\"142\">13.822.322<\/td>\n<td width=\"151\">0,5%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Animais vivos (exceto pescados)<\/td>\n<td width=\"142\">5.261.061<\/td>\n<td width=\"151\">0,2%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, quando segregado a categoria carnes por esp\u00e9cie, a carne bovina corresponde \u00e0 95,7% das exporta\u00e7\u00f5es, sendo o produto com maior expressividade e import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table width=\"652\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"359\"><strong>Carnes exportados para os EUA em 2024<\/strong><\/td>\n<td width=\"142\"><strong>Valor em d\u00f3lares<\/strong><\/td>\n<td width=\"151\"><strong>Porcentagem (%)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\"><strong>Total<\/strong><\/td>\n<td width=\"142\">1.411.117.011<\/td>\n<td width=\"151\">100%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Carne bovina<\/td>\n<td width=\"142\">1.350.160.505<\/td>\n<td width=\"151\">95,7%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Carne su\u00edna<\/td>\n<td width=\"142\">59.406.646<\/td>\n<td width=\"151\">4,2%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Carne de frango<\/td>\n<td width=\"142\">860.912<\/td>\n<td rowspan=\"4\" width=\"151\">0,1%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Demais carnes, miudezas e prepara\u00e7\u00f5es<\/td>\n<td width=\"142\">687.340<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Carne de peru<\/td>\n<td width=\"142\">1.197<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Carne de ovino e caprino<\/td>\n<td width=\"142\">411<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dados de exporta\u00e7\u00f5es do Tocantins<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Tocantins exportou em 2024, US$ 2.370.425.295 (dois bilh\u00f5es, trezentos e setenta milh\u00f5es, quatrocentos e vinte e cinco mil, duzentos e noventa e cinco d\u00f3lares) para diferentes pa\u00edses. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es do Tocantins destinadas para os EUA, 100% das exporta\u00e7\u00f5es foram de produtos de origem animal, por\u00e9m representaram apenas 13,6% de todos os produtos de origem animal exportados do estado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Brasil 13 estados est\u00e3o aptos para exportar carne bovina para os EUA, o Tocantins ocupa a 9\u00aa coloca\u00e7\u00e3o entre os estados, sendo o segundo maior exportador da regi\u00e3o Norte, atr\u00e1s de Rond\u00f4nia. Contudo, o volume da exporta\u00e7\u00e3o para os EUA est\u00e1 concentrada em um \u00fanico frigor\u00edfico habilitado, situado em Aragua\u00edna (Minerva S.A.), enquanto que, no Brasil, h\u00e1 um total de 57 estabelecimentos autorizados (MAPA, 2025).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os produtos de origem animal exportados do Tocantins para os EUA s\u00e3o segregados em duas categorias: carnes, que correspondem a 72% da exporta\u00e7\u00e3o, enquanto os outros 28% s\u00e3o referente aos demais produtos de origem animal. Dessa forma, o Tocantins \u00e9 respons\u00e1vel pela exporta\u00e7\u00e3o de 3,8% da carne brasileira para os EUA, sendo que a totalidade dessas exporta\u00e7\u00f5es refere-se exclusivamente \u00e0 carne bovina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, o estado do Tocantins possui outros pa\u00edses como importantes parceiros econ\u00f4micos, sendo a China o principal mercado externo, absorvendo 43,8% das exporta\u00e7\u00f5es tocantinenses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table width=\"652\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"359\"><strong>Produtos de origem animal do Tocantins exportados em 2024<\/strong><\/td>\n<td width=\"142\"><strong>Valor em d\u00f3lares<\/strong><\/td>\n<td width=\"151\"><strong>Porcentagem (%)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\"><strong>Total exportado<\/strong><\/td>\n<td width=\"142\"><strong>544.066.286<\/strong><\/td>\n<td width=\"151\"><strong>100%<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">China<\/td>\n<td width=\"142\">238.438.210<\/td>\n<td width=\"151\">43,8%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\"><strong>EUA<\/strong><\/td>\n<td width=\"142\"><strong>73.846.026<\/strong><\/td>\n<td width=\"151\"><strong>13,6%<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Emirados \u00c1rabes Unidos<\/td>\n<td width=\"142\">29.534.512<\/td>\n<td width=\"151\">5,4%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Hong Kong<\/td>\n<td width=\"142\">22.443.366<\/td>\n<td width=\"151\">4,1%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">R\u00fassia<\/td>\n<td width=\"142\">20.019.498<\/td>\n<td width=\"151\">3,7%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">L\u00edbia<\/td>\n<td width=\"142\">17.168.041<\/td>\n<td width=\"151\">3,1%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"359\">Demais pa\u00edses<\/td>\n<td width=\"142\">142.616.633<\/td>\n<td width=\"151\">26,3%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Taxas<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os acordos comerciais entre Brasil e EUA eram baseados no <em>Tariff Rate Quota <\/em>(TRQ), instrumento de pol\u00edtica comercial criado no \u00e2mbito da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial Comercial (OMC), que busca equilibrar a abertura do com\u00e9rcio com a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o interna. Ela permite a importa\u00e7\u00e3o de um volume limitado de produtos com tarifa reduzida, aplicando tarifa cheia apenas sobre o excedente, o que evita impactos negativos aos produtores locais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No caso da carne bovina, por exemplo, se o Tocantins exportasse 70 mil toneladas aos EUA, 65 mil toneladas pagavam tarifa reduzida de 4%, enquanto as 5 mil toneladas excedentes pagavam a tarifa mais alta de 26,5%, ou seja, as tarifas eram aplicadas em camadas. No entanto, com a nova taxa\u00e7\u00e3o proposta, ser\u00e1 aplicado uma taxa de 50% al\u00e9m do que j\u00e1 \u00e9 aplicado, conforme descrito no quadro abaixo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table width=\"652\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"302\"><strong>Taxa\u00e7\u00e3o antiga para carne<\/strong><\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"350\"><strong>Nova taxa\u00e7\u00e3o para carne<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>4%<\/strong><\/td>\n<td width=\"161\"><strong>26,5%<\/strong><\/td>\n<td width=\"170\"><strong>4% + 50%= <\/strong><\/p>\n<p><strong>54%<\/strong><\/td>\n<td width=\"180\"><strong>26,5% +50%= <\/strong><\/p>\n<p><strong>76,5%<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\">At\u00e9 65 mil toneladas<\/td>\n<td width=\"161\">Acima de 65 mil toneladas<\/td>\n<td width=\"170\">At\u00e9 65 mil toneladas<\/td>\n<td width=\"180\">Acima de 65 mil toneladas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diante da imposi\u00e7\u00e3o da tarifa de 50% sobre produtos de origem animal exportados aos Estados Unidos da Am\u00e9rica, os impactos para o Brasil podem ser significativos. Essa medida exigir\u00e1 a amplia\u00e7\u00e3o e diversifica\u00e7\u00e3o dos mercados de destino, a fim de garantir o escoamento da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora o Brasil mantenha acordos comerciais consolidados com diversos parceiros que possuem capacidade para absorver parte dessa produ\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 imprescind\u00edvel uma a\u00e7\u00e3o coordenada entre governo e setor industrial. A fim de redirecionar os 23,2% dos produtos de origem animal brasileiros que, atualmente, s\u00e3o destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o dos EUA.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao estado do Tocantins, respons\u00e1vel por 3,8% da carne bovina exportada pelo Brasil, ser\u00e1 igualmente necess\u00e1ria a amplia\u00e7\u00e3o de acordos e frentes comerciais. A eventual tarifa\u00e7\u00e3o compromete a competitividade da carne tocantinense no mercado norte-americano, o que torna urgente a ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias voltadas \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o de mercados, ao fortalecimento da estrutura industrial local e \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o da promo\u00e7\u00e3o comercial em outras regi\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vale ressaltar que o Tocantins possui atualmente um frigor\u00edfico habilitado para exporta\u00e7\u00e3o para os EUA. Com isso, a taxa\u00e7\u00e3o imposta impacta de forma direta o escoamento da produ\u00e7\u00e3o estadual e, consequentemente, a remunera\u00e7\u00e3o dos produtores locais. Dessa forma, \u00e9 fundamental que o governo federal atue de forma r\u00e1pida na tentativa de revers\u00e3o da medida tarif\u00e1ria e, paralelamente, que a ind\u00fastria articule novos mercados para mitigar poss\u00edveis preju\u00edzos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor La\u00eds Giuliani Felipetto \u2013 Analista T\u00e9cnica Coordena\u00e7\u00e3o Luiz Claudio Faria Cruz &#8211; Departamento T\u00e9cnico da FAET Assunto Impacto da taxa\u00e7\u00e3o de 50% nas exporta\u00e7\u00f5es do Tocantins para os Estados Unidos da Am\u00e9rica. Resumo A aplica\u00e7\u00e3o da tarifa de 50% sobre as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras imposta pelos Estados Unidos da Am\u00e9rica, com vig\u00eancia prevista para 6\u00ba [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3480,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"kia_subtitle":"PARECER T\u00c9CNICO - FAET","footnotes":""},"categories":[15,26],"tags":[135,137,136,38],"class_list":["post-3479","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-faet","category-noticia-principal","tag-agronegocio","tag-eua","tag-taxacao","tag-tocantins"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3479"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3479"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3479\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3480"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistemafaetsenar.org.br\/faet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}